sexta-feira, 25 de abril de 2008

Então...

Bom...
Quando um gay descobre que é gay, mais cedo ou mais tarde passa por um puta constrangimento: contar para a família, assumir. Não é fácil, eu já passei por isso, o preconceito social ainda é uma constante, mas é gratificante e um grande alívio poder se mostrar como é para os seus. Muitos não têm essa coragem e ficam eternamente no armário, nunca assumem mesmo e os mais temerosos das opiniões alheias até casam e fazem seus filhotes. Mas isso não vem ao caso, cada um é cada um, só você pra saber onde dói seu calo e se tem ou não peito pra enfrentar possíveis discriminações. Tenho muitos amigos que até foram parar em psicólogos por livre e espontânea pressão dos pais temerosos e/ou revoltosos.
Mas, e o contrário, também pode existir, né?
Imagina se você pertence ao mundo gay, que chega a ser uma causa, uma bandeira e tal, e de repente descobre que não é mais tão gay assim, como faz? Tipo, todos os seus amigos são homossexuais, acreditam que você também seja, mesmo porque você de certa forma também era e de repente... tem que enfrentar o medo do preconceito do povo e dizer que não é bem assim!
Que situação, né?
Já pensou?
Eu já.
Ando pensando, ando meio passando por isso, rs.
É mais ou menos assim: eu estou vivendo uma história. Aliás, quase posso dizer que estou vivendo um romance, só não digo isso porque prefiro tentar manter a cautela o quanto eu puder. Se é que eu ainda posso, rs. Mas o meu talento para o auto-controle não é a questão. O fato de a história ou lance ou caso ou romance estar sendo protagonizada por um exemplar do sexo oposto é que é a questão. Fato, aliás, que acaba por me descaracterizar como homossexual e me deixa sujeita a todo tipo de reação; de espanto à represália, de "te dou o maior apoio" à incredulidade total, estou preparada para qualquer assunto e para responder qualquer tipo de pergunta. Espero que a maioria compreenda.
Porque, gente, sei que poucos são capazes de me entender, mas, na minha cabeça a coisa funciona simples assim: sexo é bom e eu gosto!
Se for com amor, então... melhor ainda!
Agora, se quem vai me despertar amor é um boy ou uma racha, bom, daí depende da competência da pessoa, não do gênero a que ela pertence.
Não quero dizer com isso que eu esteja amando, muito embora meu coração já tenha dado sinais de alarme. Ainda é cedo para buscar definições para o que estou sentindo, sei que isso que seja lá o que for está me fazendo bem, me fazendo rir, cantar, ouvir musiquinhas românticas, e, principalmente, me fez parar de chorar pelos cantos. Nossa, faz a maior cara que não choro, sério! Tô achando tão bom!!!
Foi assim, a gente se conheceu no msn, em uma reunião de líderes de alianças de um jogo de guerra, rs. Pessoas reais que convivem em uma realidade virtual. Aliás, fui deixada porque a ex-amada achou um chat de uma reunião demorada e achou que eu estava traindo virtualmente, e tal... mas recentemente pude reler o chat que provocou o fim do casamento e constatei que era uma conversa isenta de qualquer malícia com um português de 14 anos. Hoje deve ter 15, ainda assim, uma criança, né? Enfim!
O fato é que estávamos os dois meio tristes, passamos duas noites inteiras conversando e nos conhecendo pelo msn e logo depois nos encontramos pessoalmente em São Paulo, quando fui tomar posse do meu cargo público, rs.
Depois disso... não houve um único dia em que não conversamos, passamos horas na companhia um do outro em encontros noturnos, namoramos deliciosamente na janela do msn.
E, enfim, estou liberta de todo o sofrimento passado. Eu sou assim, fico jogada no fundo do poço até alguém me estender a mão e me mostrar o caminho da luz. Vixe, esse final soou evangélico, mas não era essa a proposta. Aliás, não tenho proposta nem previsão, seja como for, nem tudo são flores, o meu gato mora longe e eu não sei até que ponto estou totalmente imune de possíveis investidas da ex, mas... sei que tenho uma boa armadura e um bom motivo para ser forte. A armadura eu desenvolvi nas noites em que dormia feito bebê (acordando a cada três horas pra chorar), e o bom motivo, bom... é simples: estou me sentindo muito muito muito feliz!!!
:o)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Incompreendidos

Alguém, que eu não lembro quem, e que também tô com preguiça de pesquisar no google, disse:

"Os loucos são os loucos.
Normais são os outros.
E nós?"

É difícil ser incompreendido.
Puxa, não posto nada faz tempo pacas.
Acho que é porque acabou, tanto o BBB, quanto minha história de amor.
Ex-história, rs.
O Marcelo vai bem, obrigada, possivelmente ainda curtindo os louros da fama!
Adorei sua performance, bem como as reações adversas que ele causou nas pessoas.
Minha história amorosa acabou assim, resumindo muito: cansei de chorar.
Já terminei de resolver os últimos detalhes, fui na casa dela e peguei minhas fotos preferidas do computador, ainda faltam as músicas, mas isso é rápido também. Faz muito tempo que eu não ligo, e o que é melhor! Não preciso me controlar pra isso! Simplesmente perdi a vontade!
Hoje saí de comunides comprometedoras como "As baixinhas são as melhores" e "Quem eu amo tem diabetes", e até a pior de todas: "Eu amo uma (apelido da fulana)" pois já não conferem.
Não que eu pretenda namorar uma altona, rs, não.
Mas estou meio traumatizada com as mulheres de uma forma geral, eu acho, ando sem vontade da coisa. Não dá pra confiar nas mulheres, somos muito inconstantes. E vamos variar um pouco, né? Mesmice me irrita.
Sendo assim, óbvio que meu próximo relacionamento será com um homem.
Neste caso, eu, que me auto-denomino total-flex, sou capaz de jurar que serei vítima de preconceito dos militantes da classe gay. Já to preparada. Porque ninguém nos perdoa: nem os héteros, por acharmos que somos totalmente gays; nem os gays, por acharem que não assumimos sermos gays porque não temos coragem. Ou que não sabemos o que queremos da vida.
Ou blá blá blá.
Me lembro, com tristeza, que o povo gay ficou indignado quando a Ana Carolina, em entrevista, assumiu ser bissexual. Diziam que bi o caramba, ela é lésbica e pronto.
Ah, sei lá, tenho minhas dúvidas. Se ela for como eu, é bi e pronto.
Porque sexo é bom, com qualquer pessoa que saiba fazer. Se for com alguém que você curte, então, é melhor ainda! O fato de ser bissexual dobra as suas chances de arranjar um encontro no final de semana, e o que vier é lucro; ultimamente qualquer paixão me diverte.
O Marcelo sofreu o maior preconceito por parte do público gay quando tentou pegar a Gyselle, mas, quer saber? Tenho certeza que ele ficou realmente a fins dela, pela pessoa que ela era, ou antes, a pessoa que representava na casa naquele momento. Representava no sentido de significar, nao no sentido de atuar. Será?
Sei que ouvi muitas conversinhas maldosas do tipo: "Primeiro fala que é gay, depois quer pegar mulher."
E só porque é gay não pode desejar uma mulher?
Poupem-me, seus limitados. O fato de preferir um pode nao desmerecer o outro.
Se você não prefere nada, então, gosta de sexo e pronto, como é meu caso, vixe, piorou.
Porque penso, que, arranjando um namorado macho, ele pode passar a vida inteira preocupado com o vexame de ser trocado por uma mulher. E, arranjando companhia fêmea, talvez pela cabeça dela eternamente se passe a dúvida de que eu possa estar sentindo falta de bilau.
Aliás, diga-se de passagem, meu casamento acabou por conta da pessoa ex-amada ter fantasiado que eu tinha um caso virtual com um ser masculino. Pura insegurança, porque quando estou com um, não sinto falta do outro. Não sinto falta de nenhuma parte específica da anatomia, sinto falta de sexo, isso sim, como agora, nessa crise de abstinência braba, em que estou a ponto de morder parede, estou matando cachorro a sussurro.
Eita complexidade do ser!
Será que eu posso simplesmente ser uma pessoa que gosta de pessoas?
Agradeço a compreensão!

:)


;0)

quarta-feira, 19 de março de 2008

Preguiça

Tô com uma preguiça danada de assistir o Big Brother. Fiquei contente que a Thatiana saiu, mas, sinceramente? Qualquer uma das duas que saísse pra mim estava bom. Até a Gyselle parece que ficou meio chatinha depois que o Marcelo deixou a casa. Anda implicante, de mau-humor e respostas atravessadas, um erro. Bem, ela tem lá suas razões, no último paredão teve três votos, coitada, todo mundo que podia votar nela, votou. Eu também ficaria rebelde.
Mas, ai... ainda bem que tá acabando o Big Brother, a programação vai voltar ao normal e tudo, porque... vou te contar, hein? Há um falta generalizada do que fazer naquele lar. Faz tempo que não pego uma conversa interessante, não flagro uma situação inusitada, não vejo uma circunstância aproveitável.
Hoje vi que o Marcelo voltou a publicar seu blog!
Entre e fique a vontade!

http://diariobbb8.globo.com/marcelo/

Adoro ler as coisas que ele escreve, pois é inteligente e de um humor fino e sarcástico. Adoro.
A mídia tá pegando no pé dele, caramba. Adoro também, porque, diz o velho ditado.... falem bem, falem mal, mas falem de mim!
E o Marcelo continua sendo, de longe, o mais polêmico Brother dessa edição. Ao contrário dos que já estão caindo no vale do esquecimento, sua presença ainda é constante na imprensa nacional, de uma forma ou de outra, gerando ou não suas polêmicas. O último flash foi no programa da Ana Maria, onde, dizem, ele teria ficado bravo com a apresentadora. Não sei porque não vi, mas, pensa... ele já deve estar com o saco cheio de ser tachado de brigão aonde quer que vá. Concordo com ele: vira o disco, minha gente!
O Marcelo foi o mais interessante e necessário personagem dessa versão do reality show, merece ao menos o devido respeito por ter dado vida ao programa. Por ter feito e acontecido, por ter sido sincero, por ter tido atitude. Atitude é o que move a humanidade, se não fossem os homens ativos, cadê evolução?
Essa perseguição me cansa, mas me proporciona matar a saudade do fofo, do querido que saiu do Big Brother, mas ainda (graças!) não saiu da vida da gente.

Eu to na correria da documentação pra carreira pública. Um empenho sem fim. Resolvi, nesse meio tempo, me jogar na leitura de "O Continente", primeira parte da trilogia "O tempo e o vento", do notório Érico Veríssimo. Não tinha lido ainda, estou amando.
No mais, continuo apaixonada e desiludida, mas, o que se há de fazer?
O Érico diz assim:
"E o tempo passou. Dizem que o tempo é remédio pra tudo. Há pessoas que esquecem depressa, e há aquelas que apenas fingem que não se lembram mais"

Vou indo nessa luta fingida.

Beijos, beijos

domingo, 16 de março de 2008

Big Tédio

Faz quase uma semana que meu brother preferido saiu e só agora eu apareço pra me queixar, porque... porque... ah, não tem porque.
Por motivos óbvios, a casa do Big Brother está um tédio, um marasmo, um mar de nada.
A gente assiste e nada acontece. Nada de interessante é mostrado. Pra você ter uma idéia, ficaram dois dias mostrando a jornada da Débora Secco na casa, que animou um pouco a paradeira generalizada que virou o programa.
Agora, todo mundo é lindo, todo mundo se ama, todas as horas são imensamente parecidas com as horas anteriores, olha... conheço gente que nem tem assistido mais.
A única coisa que de vez em quando surge é uma resposta atravessada da Gyselle para a chata da Thati, que, por deus, podia bem sair nessa semana, hein?
Nossa, que garota sem mais nem porquê, gente. Só sabe gritar, cantar (mal) e dizer umas filosofias baratas que não tem nem por onde.
Realmente, um saco.
Até o Bial foi obrigado a reconhecer que o Marcelo foi o grande protagonista desse BBB8, quem sou eu pra contestar?
Mas foi maravilhoso acompanhar a saga de um amigo na trajetória daquela mal fadada casa. Ainda bem que ele demorou pra sair, pelo menos deu ânimo de seguir.
Se eu tivesse acesso ao povo que seleciona os participantes, pediria pra colocarem na próxima edição gente mais complexa, inteligente, estrategista, gente menos amiguinha de todo mundo, gente venenosa e perigosa. Nenhum bonzinho, seria o máximo! Um ninhozinho de cobras se degladiando pelo prêmio seria mais divertido que os amiguinhos sorridentes que constam dessa edição morna.
Esse final de BBB perdeu a graça pra mim, pra minha mãe, para a maioria das pessoas que eu conheço, e, se duvidar, até mesmo para o Bial.
Só me resta assistir os dias fortes, como quinta, domingo, e terça e torcer para o Rafinha levar o prêmio.
Deveria torcer contra porque foi por causa dele que o Marcelo saiu?
Acho que não. Assim dá a sensação que ele só não ganhou do melhor. Que nem eu passei a torcer pela França quando o Brasil foi eliminado da Copa passada. Ninguém entendia, mas é o meu jeito de me conformar com os resultados patéticos que às vezes somos obrigados a engolir.
E que acabe logo esse Big Marasmo que virou nosso programa do dia a dia.

Eu?
Acabo de ser chamada para tomar posse no serviço público, concurso em que passei no ano passado.
Estou feliz da vida, mas crente que será só uma fase. Quero firmar carreira como escritora, mesmo. Não como Clarice Lispector, que foi reconhecida apenas dez anos antes de morrer, quero o reconhecimento logo, porque a idéia de ser agente administrativa para o resto da vida me entristece um pouco.
Mas, por enquanto, fico feliz e contente, pois, com o salário razoável a que terei direito, poderei pagar uma leitura profissional dos meus textos, avaliar, contratar um agente literário, tirar cópias para enviar pras editoras, essas coisinhas que custam dinheirinho.
Quanto à ex, ainda tenho esperanças.
Mas, esperança de que, mesmo?
Esperança pra que?
Não seria melhor uma vida solitária para ter o tempo necessário de dedicação à literatura, à faculdade, aos jogos eletrônicos e a outras coisas que me fazem feliz?
Não sei, ando confusa, mas feliz. Calma, pelo menos.
Faz uma cara que não choro, resisti firme e não fiz magia pra ela voltar, nem pro amigo encalhado dela arranjar logo um macho. Nada. Não interferi na ordem natural de nada. Não procurei por advogados para exigir meus pseudo-direitos, nem procurei a família dela pra fazer escândalo, fiquei na minha, esperando o amor e a dor passar.
A dor foi (assim espero!!!), e o amor é questão de tempo.
De tempo e de gente nova aparecendo.
De sorte.
Questão de ocupar minha mente com coisas úteis (ou não), mas manter ocupada. Ando lendo como nunca, depois de uma passagem por Sidney Sheldon (por favor, não espalhem), agora estou dedicada às obras da Patrícia Melo. Legalzinha, também. Sério, anos e anos de leitura compulsiva, não conhecia um único livro da celebridade Sidney. E não é que achei interessante?
Já comecei a fazer um roteiro para o programa piloto de um seriadozinho inspirado nos enlatados americanos.
Mas, quem nunca se divertiu assistindo um city com que atire o primeiro salto alto.
Sou louca pela Carrie Bradshow, to tentado criar algo no estilo.
Criatividade e imaginação não me faltam, graças!
Então é isso, antes abandonada sofredora, agora conformada carente. E ausente. E distante. E pensante.
Viva o amor!

Beijos a todos!

terça-feira, 11 de março de 2008

O dia fatídico

É hoje!
É hoje o paredão do babado!
Depois de uma noite tensa com sono agitado e sonhos estranhos com o Bial, será hoje a noite, enfim, o dia do decreto secreto que será final para um dos dois participantes.
Que meda.
As pesquisas mostram uma saída delicada do Marcelo, mas, segundo essas mesmas pesquisas, a diferença vem diminuindo gradualmente. Ou seja: ele tem chances de ficar.
Para isso, não me canso de votar no site do BBB, já que é de graça mesmo.
Acabo de ver uma conversa da Ana Maria Braga com os Brothers, sinto que os dois candidatos estão temerosos e confiantes.
Adoro o Rafinha, mas acho que adoro bem mais o Marcelo, rs.
O Marcelo é controverso: ame-o ou odeie-o. Parece que com ele, segundo a opinião pública, não há um meio termo.
Em debate com nosso amigo em comum, o Juliano, ontem a noite, ele lançou mão do seguinte argumento: o Marcelo é o único que está lutando pelo prêmio naquela casa. Se não fosse por ele, tudo ali estaria um tédio.
Concordo plenamente.
O Marcelo é o único que faz alguma coisa ali. Sem ele, a vida dos brothers (e a nossa, dos telespectadores ferrenhos), estaria um marasmo sem precedentes.
Nem consigo imaginar a pasmaceira que ficaria a casa se ele saísse hoje, um mar de nada em cima de coisa nenhuma, uma sonolência e passividade sem fim, já que todo mundo ali se adora e o caramba.
Enfim, estou me estendendo demais, acordei as 7:00h da manhã pra me jogar na votação, e é pra lá que pretendo voltar imediatamente.
Antes porém, algo que li ontem e reflete totalmente meus sentimentos e minha situação nesse momento crucial da minha vida:
"O meu amor existe a despeito da sua vontade de não querer me magoar. O meu amor subsiste a despeito de você. Ele apenas tem uma utilidade: o de inspirar versos que são feitos desta matéria infeliz e banal que é amar sem ser amado."
Texto da minissérie "Um só coração", da Maria Adelaide Amaral.
Bjs, fui votar pro Rafinha vazar.

segunda-feira, 10 de março de 2008

É mais um...

Jesus, Maria, José!
Mais um paredão pro Marcelo encarar, e logo com o Rafinha, que tem um fã clube de mais de 10.000 pessoas!
Me socorre, pai!
Dai-me forças e ansiolíticos.
Já vi que daqui até terça eu não durmo, só voto.
Porque eu já tô até vendo. Vai me dar sono, uma hora ou outra. Vou me recolher aos meus aposentos, ficar admirando o teto e imaginando a sentença do Bial associada aos 10.000 fãs do Rafinha votando compulsivamente. Terei que me levantar e votar por mais 3 horas e meia até ficar com a consciência tranqüila. Deitarei e apagarei, estafada.
Acordarei no dia seguinte e a primeira coisa que me virá à cabeça será o Bial e sua sentença fatal, e, lógico, os 10.000 compulsivos. Vou engolir um qualquer coisa enquanto o computador liga e voltar a votar. Até a hora de ir trabalhar.
Se é que eu vou voltar pro trabalho, pois estou trabalhando há quase quatro meses e ainda não tive um único salário sequer!
O que o meu chefe fala? Que as coisas vão melhorar!
Pior é que faz duas semanas que já tô pagando pra trabalhar... nem o ônibus mais eu ganho...
Mas, eu amo meu chefe, então encaro feliz e contente.
Para não me pagar, já sei que ele vai sumir do escritório... então eu vou chegar... e continuar a votar!
Como essa história de Big Brother mexe com os nervos da gente, né?
E não é só porque o Marcelo é meu amigo, não... BBB passado foi a mesma coisa, sempre que ia alguém da turminha do cowboy tava lá a louca a votar.
Compulsiva e desesperadamente.
Mas essa edição é um pouco pior, porque tem o agravante de conhecer a pessoa que tá no pau e aí já viu, né?
Agora dei pra perguntar pras pessoas na rua sobre o Big Brother. Não posso encarar um fila, um ônibus, uma compra de cigarro na padaria sem questionar: "Você assiste o Big Brother? Quem você acha que ganha? O que você acha do Marcelo?"
Perdi a mania de dizer pra todo mundo que eu sou amiga dele porque percebo que os olhares são meio incrédulos. Ele é de Uberaba, trabalha em Presidente Prudente, que diabos faria em Rio Preto?
Oi, Rio Preto tá no meio do caminho e, sim, ele tem amigos aqui.
Senhor da Glória!
O que eu tô fazendo aqui escrevendo que não tô lá votando???
Bial nosso que está na Globo, não me infarte na terça-feira.

Até lá, um beijo a todos e não se esqueçam de dar aquela votadinha...

sábado, 8 de março de 2008

Raspando!

Foi.
Passou a agonia.
Ele ficou!!!
Foram 66 milhões de votos, o maior número de todos os Big Brothers!
E, garanto, pelos menos uns 500 foram meus, pra Juliana vazar.
Gente, desse daí o Marcelo escapou por um triz, mas um mínimo triz. Um triz de 3% apenas. Eu não entendo o povo, sinceramente. Ao meu ver, o Marcelo é quem anima aquela casa, instiga, cutuca, gera polêmica. Imagina, se não fosse por ele, aquela casa estaria um tédio, jogada às moscas, porque ali é todo mundo muito feliz e contente, todo mundo se ama e se bajula, tudo é lindo e maravilhoso. E ele vem pra agitar a paçoca, mexer o doce, fazer acontecer um qualquer coisa naquele marasmo bigbrotheriano.
Eita gente chata, desse ano...
E por falar em chata, não sei por que razão o Marcelo não eliminou a mala da Tathi na prova do líder. No fim das contas, quem ganhou foi ela. Será que ela tava imune de ser eliminada quando foi a vez do Marcelo eliminar? Não lembro... tava tensa com a prova ridícula que a produção arranjou.
Produção! Essa prova favorecia o grupinho de lá, que estão em 4, contra a dupla de 2 (desculpem aí o pleonasmo) do Marcelo e da Gyselle. Estatisticamente falando, as chances de um dos dois se tornar líder era pelo menos 50% menor que a de qualquer outro membro ali, pois eliminação se dá por afinidade, e afinidade Marcelo só tem com Gy e vice-versa. Já a Thati tem afinidade com Marcão, Nat e Rafinha. Nossa, tem algum professor de estatística lendo isso? Acho que as chances deles eram 75% menores que a dos outros, ou não?
Sei lá, to confusa, to perturbada.
Ai, carinho, onde estão meus comprimidos?
E o Rafinha é o líder. Ele até poderia se auto-imunizar, e eu pensei: onde o Marcelo estava com a cabeça quando deu a camiseta amarela para alguém tão sem par ali dentro como o Rafinha?
Bem fez ele. O Rafinha não poderá se auto-imunizar, como predisse Bial.
Tenho uma vaga esperança que ele jogue esse colar na Gyselle em consideração aquele primeiro carro que ele ganhou no programa pelas mãos dela. Assim não tem paredão Gyselle X Marcelão.
E quem rima sem querer é besta sem saber.
E hoje eu não estou com aquela criatividade toda.


Hoje e ontem me joguei em uma jornada de Mulheres Escritoras que aconteceu aqui em Rio Preto, promovida pelo Sesc. Um luxo!
E continua amanhã, e eu lá, firme e forte.
Meu salário continua atrasado.
Tirei uma cópia decente do meu romance, escrevei ao Paulo Coelho pedindo ajuda e, pasme: a assessora dele me respondeu dando umas dicas, que pretendo colocar em prática ainda essa semana!
Foi super legal, eu me senti, né?
Tenho como objetivo a editora Madras, que costuma publicar livros sobre misticismo, o ponto chave do meu.
Vamos lá, quero ser escritora publicada e reconhecida, porque já cheguei à triste conclusão que não conseguirei ser nada além de escritora, porque tudo o mais que eu faço é meio nas coxas, sabe?
Gosto mesmo de escrever, faço com paixão e faço bem. Não acha???
E por falar em fazer nas coxas... essa semana voltei pra faculdade. Curso à distância, mas faculdade. Reconhecida pelo MEC, portanto, faculdade.
E os textos que comecei a ler por lá são até que interessantes, viu? Ao final de toda aula tem avaliação, depois tem prova, tudo direitinho, bonitinho.
Pelo menos, saio formada professora.
E terei um embasamento científico para me auto declarar escritora.
Enfim!
Jura que eu passei um post inteiro sem falar da minha ex???

Fui!